A Nvidia anunciou nesta quarta-feira (26) os resultados fiscais do último trimestre da companhia. Como esperado, os números seguem impressionantes, mas a companhia também aproveitou para fazer uma aposta ousada.
Ao todo, a renda obtida pela companhia nos três meses que terminaram no fim de julho deste ano foi de US$ 96,2 bilhões, ou R$ 497,63 em conversão direta de moeda. Esse valor é 106% maior do que a receita do mesmo período no ano passado e 18% a mais do que nos primeiros meses do ano.
- Assim como em trimestres anteriores, o setor de data centers foi o grande responsável por esse número: sozinho, ele gerou US$ 89 bilhões (cerca de R$ 460 bilhões), em uma alta de 117% em comparação com 2025;
- O segmento de computação de borda (edge computing), que inclui as placas de vídeo gamers e outros projetos, subiu 17% em receita e gerou US$ 7,2 bilhões;
- A margem bruta de lucro da companhia (ou seja, excluindo os custos) foi de 75%;
- Como resultado, a companhia distribuiu aproximadamente US$ 26 bilhões para acionistas como dividendos ou recompra de ações.
Previsões ousadas em tempos incertos
Além dos números altos e um crescimento que segue acelerado, a Nvidia surpreendeu o mercado ao fazer uma estimativa de longo prazo — algo arriscado para qualquer companhia e que nunca foi bem visto pelo próprio CEO, Jensen Huang.
De acordo com o relatório, a Nvidia estima terminar o próximo ano fiscal, que terminará em janeiro de 2028, com um crescimento de 70% na receita. A expectativa de Wall Street é de que a empresa cresça por volta de 44% no período.
O valor é considerado alto inclusive pelo momento da indústria: há receio em parte da indústria de uma desaceleração nas encomendas de novos chips, em especial pela dificuldade em atender a demanda em um período de crise de componentes e pelos altos custos com tokens e processos.
Segundo Huang, a demanda na verdade está acelerando e 70% é uma estimativa limitada, já que o interesse seria ainda maior do que o que a Nvidia pode entregar.
“Nesta mesma época, no ano passado, apenas um laboratório impulsionava a expansão. Hoje, vivemos uma era de ouro de novos laboratórios e startups de IA, com múltiplos laboratórios de ponta crescendo em paralelo, um ecossistema próspero de modelos abertos e a IA física entrando em operação”, explica o CEO.
Parte do sucesso esperado está nas encomendas da plataforma de computação Vera Rubin, além de parcerias novas ou renovadas com nomes como SpaceXAI, Google Cloud, Microsoft Azure e Oracle Cloud.
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