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YouTube derruba vídeos sobre brechas na instalação do Windows 11

Embora seja um processo bem simples, a instalação do Windows também pode ser bem chata para alguns usuários, inclusive na parte de login. Por conta disso, muitos criadores de conteúdo fazem vídeos de como burlar o login da conta da Microsoft durante essa instalação, mas o YouTube está removendo esses conteúdos.

Foi isso o que aconteceu com o youtuber CyberCPU Tech ao publicar um vídeo sobre como burlar a etapa de login obrigatório na conta Microsoft para instalar o Windows. Após o vídeo ter sido removido, ele até tentou apelar da decisão com o Google e YouTube, mas a solicitação foi negada pelas empresas.

Uma semana depois, o produtor de conteúdo publicou um vídeo que explicava como instalar o Windows 25H2 em sua nova versão em máquinas mais velhas, sem suporte oficial. Ambos os vídeos foram removidos da plataforma e reportados como “perigosos ou prejudiciais” para outros usuários.

YouTube Still Might Delete This Channel, Take 2

Youtuber cometeu crime para ter os vídeos removidos?

Tecnicamente, as diretrizes do YouTube são rigorosas com conteúdos que envolvem explicações diretas sobre roubo, fraudes, golpes e pirataria. Contudo, não é difícil encontrar milhares de vídeos sobre como baixar e instalar aplicativos pirateados, como pacote Adobe, editores de vídeo, e outros softwares na rede social.

  • Os vídeos de CyberCPU não parecem infringir nenhuma dessas diretrizes, e se aproveita apenas de brechas do próprio Windows;
  • Explicar como burlar o login obrigatório da Microsoft não deveria ser considerado como ato perigoso, já que é uma prática corriqueira há anos;
  • A própria instalação do Windows 11 já passou por inúmeras mudanças devido aos problemas de compatibilidade com máquinas antigas;
  • No passado, era obrigatório que os PCs tivessem o TPM 2.0 para que a instalação fosse compatível.

O canal do youtuber tem mais de 300 mil inscritos e cerca de cinco anos desde que foi criado. Contudo, outros criadores também sofrem com o mesmo problema e culpam diretamente o sistema de inteligência artificial do YouTube pela detecção de anomalias nos conteúdos.

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