IA transforma inteligência em commodity e torna decisão a nova vantagem competitiva

A inteligência artificial (IA) está prestes a deixar de ser um diferencial competitivo entre grandes empresas, à medida que suas capacidades de previsão se tornam mais acessíveis e semelhantes. A avaliação é do físico Carsten Polenz, diretor de Computação Quântica e chefe da área de Computação Quântica da SAP SE, em artigo publicado pela Fortune nesta quinta-feira, 13.

Para o executivo, a próxima disputa entre empresas estará menos relacionada à capacidade de prever cenários e mais à habilidade de escolher, entre milhares de possibilidades, quais ações devem ser tomadas.

Segundo Polenz, a IA já consegue estimar quais oportunidades comerciais têm maior probabilidade de fechamento, apontar contas a receber com risco de atraso e calcular os possíveis efeitos de concessões sobre uma venda.

O problema, afirma, é que essas previsões não respondem à principal questão da gestão: “O que a empresa deveria fazer de fato?”. Uma decisão pode aumentar a receita, por exemplo, mas reduzir a margem, enquanto uma ação tomada para resolver um problema financeiro pode prejudicar uma relação estratégica com um cliente.

militares-usando-ferramenta-de-inteligencia-artificial

Empresas precisam calcular decisões de forma integrada

O executivo usa o fechamento de cada trimestre financeiro para ilustrar o problema. Enquanto Contas a Pagar pode segurar pagamentos para preservar a liquidez, Contas a Receber tenta acelerar cobranças e Vendas decide quais contratos antecipar ou quais clientes receberão concessões. 

Cada área pode tomar uma decisão racional individualmente, mas, segundo Polenz, o resultado pode não ser o melhor para a empresa. Para ele, o desafio está em encontrar uma combinação coordenada de ações que considere ao mesmo tempo receita, margem, fluxo de caixa, capacidade de entrega, riscos e relacionamento com clientes.

É nesse contexto que Polenz defende o surgimento de uma categoria que chama de “Computação para Decisão Empresarial”. A proposta consiste em transformar uma decisão empresarial em um modelo computável, reunindo ações possíveis, objetivos, restrições, incertezas e consequências econômicas para que o conjunto seja analisado e otimizado.

O conceito, segundo o executivo, complementaria sistemas de planejamento de recursos empresariais, ferramentas de inteligência de negócios e IA, que cumprem funções diferentes, como executar processos, analisar o passado e prever resultados.

Para Polenz, essa abordagem não depende da chegada da computação quântica. Métodos clássicos de otimização, simulação e IA já seriam capazes de lidar com modelos mais complexos do que os utilizados atualmente por muitas companhias. A vantagem, nesse caso, estaria em construir uma representação mais completa das decisões antes de buscar maior capacidade computacional. “A vantagem competitiva não começa com a computação quântica. Ela começa com o modelo de decisão”, escreve.

A computação quântica entraria quando a quantidade de variáveis e interações tornasse os modelos excessivamente complexos para métodos tradicionais sem que as empresas precisassem simplificá-los. Polenz afirma que um modelo pode começar considerando receita, probabilidade de fechamento e recursos disponíveis e, depois, incorporar margem, condições de pagamento, fluxo de caixa, disputas financeiras, restrições de entrega e valor de longo prazo dos clientes. Quanto mais dimensões são adicionadas, maior é a exigência computacional.

O executivo argumenta que, nesse estágio, a computação quântica poderia permitir a análise de problemas altamente interconectados sem eliminar justamente as relações que tornam a decisão mais próxima da realidade. Para ele, porém, a tecnologia não substituiria integralmente os métodos clássicos. “O papel da computação quântica, quando atingir escala comercial, será o de ampliar ainda mais essa riqueza, e não o de criá-la”, afirma Polenz.

A principal dificuldade para as empresas, segundo o diretor da SAP, está antes mesmo do acesso a processadores quânticos: saber exatamente quais decisões precisam ser melhorads. Ele recomenda que executivos identifiquem áreas de alta frequência e alto risco nas quais diferentes departamentos trabalham de maneira independente e comparem os resultados de modelos coordenados com os obtidos pelas áreas isoladamente.

Para Polenz, empresas que se prepararem para a computação quântica serão aquelas capazes de identificar onde as simplificações atuais deixam valor econômico de lado. “A próxima fronteira competitiva não é qual empresa possui mais dados ou a IA mais avançada. É qual empresa constrói a arquitetura de decisão mais eficiente”, conclui.

Os textos acima não são de nossa autoria, são de sites de tecnologia que fornecem as matérias para consulta na internet.


Criação de Aplicativos, Sites e Marketing Digital
Mais de 20 anos no mercado

Criação de sites, aplicativos e lojas virtuais, somos uma agência de criação nacional. Temos uma solução web completa para criar o site da sua empresa. Colocamos o seu site no topo do Google. Solicite um orçamento para criação de site, aplicativo, sistema ou loja virtual.

Criação de Sites

Ter um site de qualidade é muito importante para o crescimento do seu negócio.

Saiba mais

Criação de Aplicativo

Somos especializados em criação de apps na tecnologia IOS e Android. Temos mais de 100 apps desenvolvidos.

Saiba mais

SEO Estratégico

Chegar ao topo dos buscadores e direcionar leads qualificados são cruciais para a construção de seu negócio.

Saiba mais

Marketing Digital

Nossa equipe de marketing é especializada em conversões, aumento de tráfego e expanção de visibilidade.

Saiba mais

Estamos On-line

Abrir WhatsApp

Precisa de Site ou App?

Fale conosco agora mesmo!