Galaxy Tab S11 Ultra melhorou, mas ficou pior: testei o melhor tablet Samsung por 3 meses
O Galaxy Tab S11 Ultra é, sem dúvida, um dos tablets mais avançados do mundo. Após três meses utilizando o dispositivo de diversas formas, inclusive por algum tempo como minha principal ferramenta de trabalho e central de entretenimento, fica claro que a Samsung buscou refinar o que já era excelente.
No entanto, algumas mudanças no hardware dos acessórios e nas funções de software do tablet podem impactar justamente os usuários mais exigentes, que buscam no modelo Ultra um substituto definitivo para o laptop.
O que mudou no design e nos acessórios do Tab S11 Ultra?
O visual do Tab S11 Ultra evoluiu de forma discreta, mantendo a construção premium em vidro e Armor Alumínio. A Samsung conseguiu o feito de reduzir as dimensões gerais, tornando-o mais fino que seu prórpio smartphone “ultrafino” Galaxy S25 Edge e que iPad Air (empatando com o iPad Pro de 2025), enquanto aumentou a capacidade da bateria.

- Dimensões (L x A x P): 32,63 x 20,85 x 0,51 cm;
- Peso: até 695 g;
- Proteção: certificação IP68 contra poeira e líquidos.
No Brasil, a capa-teclado continua inclusa na caixa, mas passou por uma reformulação drástica. O suporte traseiro agora utiliza uma dobra triangular, o que torna o conjunto mais estável para uso no colo. Em contrapartida, para acomodar esse novo design, o trackpad foi removido, obrigando o usuário a tocar na tela ou utilizar um mouse à parte. O acessório ainda perdeu a retoiluminação das teclas, o que torna seu uso no escuro muito mais difícil.

A S Pen também mudou: agora tem formato hexagonal (estilo lápis HB), mas não tem mais as funções Bluetooth e os gestos que ela proporcionava. Como não precisa mais de bateria, a caneta se prende magneticamente à lateral, mas a ausência de uma aba de proteção na capa exige cuidado redobrado para não perdê-la durante o transporte.

Tela e áudio: a melhor experiência multimídia?
Neste quesito, o Tab S11 Ultra continua imbatível. A tela AMOLED Dinâmico 2X de 14,6 polegadas recebeu um upgrade no brilho, facilitando o uso em ambientes externos ou muito iluminados.
- Tela: AMOLED Dinâmico 2X de 14,6” (16:10) com suporte a HDR10+;
- Resolução: 2960 x 1848 pixels;
- Taxa de atualização: variável até 120 Hz;
- Brilho: pico de 1.600 nits com camada antirreflexiva;
- Áudio: sistema de quatro alto-falantes otimizados.

A experiência audiovisual é de altíssimo nível, com ótimas cores e detalhamento e pretos perfeitos. Junto a isso o som de boa qualidade com graves surpreendentes para um aparelho tão fino, ele se consolida como uma das melhores máquinas portáteis para consumo de streaming e jogos.
MediaTek dá conta de tarefas pesadas e jogos?
Equipado com o processador MediaTek Dimensity 9400+, o tablet entrega uma performance bruta excepcional. Ele lida com edição de vídeos em 4K, multitarefa intensa e jogos exigentes sem apresentar engasgos ou superaquecimento. Mesmo com uma leve queda de desempenho após uso intensivo prologado, o aparelho consegue manter o funcionamento em alto nível.

- Processador: MediaTek Dimensity 9400+ (3 nm);
- RAM: 12 GB;
- Armazenamento: 512 GB (expansível via microSD);
- Conectividade: Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4 (sem versão 5G no modelo Ultra no Brasil).
Apesar do poder de fogo, o tablet ainda esbarra na limitação do sistema: ao contrário dos iPads, não há ports nativos de jogos AAA de consoles, limitando o uso de alto desempenho a emuladores ou jogos mobile tradicionais. Games funcionam via serviços na nuvem, mas isso independe do tablet em si. Quanto aos apps de produtividade, as versões mobile ainda pecam para entregar o mesmo nível de funcionalidade do que seus equivalentes para PCs, então o poder do S11 Ultra acaba subutilizado.
OneUI 8 e o fim do Modo DeX nativo: polêmicas
A maior polêmica desta geração está no software. Com a chegada do Android 16, a Samsung optou por remover a interface clássica do Modo DeX diretamente na tela do tablet. Agora, ao conectar um teclado, o sistema ativa um “modo desktop” nativo do Android, que é mais simplificado. O DeX tradicional, com sua barra de tarefas e janelas clássicas, só aparece quando o tablet é conectado a um monitor externo ou TV.

Somado à falta de aplicativos profissionais idênticos aos de PC (como a versão completa da suíte Adobe), o Tab S11 Ultra torna-se mais atraente para tarefas de produtividade básica, como textos e planilhas, do que para substituir um notebook em fluxos de trabalho complexos.
Quanto tempo dura a bateria do Galaxy Tab S11 Ultra?
A bateria subiu de 11.200 mAh da geração anterior para 11.600 mAh na atual. Isso entrega uma autonomia sólida para um dispositivo deste porte, mas o impacto real desse aumento de 400 mAh é só minimamente perceptível em um aparelho tão grande.
- Uso intenso (trabalho): média de 8 horas de tela ligada;
- Standby: consumo excelente de aproximadamente 1% de carga por dia;
- Recarga: suporta até 45W (carregador de 25W incluso na caixa).
Em um cenário de uso focado apenas em entretenimento (streaming) por cerca de 1 hora e meia diária, o tablet consegue passar de 5 dias longe da tomada. A recarga total leva cerca de 2 horas e meia com o carregador de 25W incluso na caixa, mas cai para pouco mais de 2 horas usando um carregador compatível de 45W ou mais.

Tab S11 Ultra vale a pena ou o modelo anterior é melhor?
Com o preço de lançamento de R$ 10 mil, mas que eventualmente caiu para R$ 8 mil no site oficial da Samsung e para a partir de R$ 7.200 em varejistas, o Galaxy Tab S11 Ultra é um investimento pesado. Ele é ideal para quem busca o máximo de tecnologia em uma tela gigante e portátil, mas as “perdas” desta geração (trackpad e retroiluminação no teclado e Bluetooth na S Pen) tornam o Galaxy Tab S10 Ultra um competidor interno fortíssimo.
O modelo anterior oferece uma experiência quase idêntica e mantém as funções perdidas pelos acessórios custando significativamente menos — até o Modo DeX rodando direto no tablet é possível se você optar por não fazer a atualização para a OneUI 8. A principal vantagem do S11 Ultra acaba sendo o suporte prolongado de software (até o Android 23, contra o Androdi 21 que deve ser o limite do antecessor) e o hardware levemente mais atualizado.
Resta ver se a Samsung ao menos voltará a permitir o Modo DeX direto no tablet em uma eventual atualização futura, o que melhoraria as chances do S11 Ultra em eventuais promoções.
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Os textos acima não são de nossa autoria, são de sites de tecnologia que fornecem as matérias para consulta na internet.
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